A Arte Não Precisa de Justificativa, H. R. Rookmaaker.
Rennan Chaves é diretor, cineasta e editor especializado em big wave surf, com base em Guarujá, litoral de São Paulo, Brasil. Sua relação com o mar vem de berço: cresceu vendo o avô e o pai saírem para pescar por puro prazer, nos fins de semana, e foi ali, ainda criança, que nasceu uma ligação quase inevitável com o oceano, um gosto de família que, anos depois, se transformaria em profissão.
Ao longo dos últimos anos, Rennan construiu uma carreira dedicada a registrar o que há de mais extremo no surf de ondas grandes, atuando in-water e em jet ski em alguns dos points mais desafiadores e imprevisíveis do planeta, Nazaré em Portugal, epicentro mundial do big wave surf, a destinos como Chile, Maldivas e Sri Lanka, onde diferentes condições de mar, clima e logística exigem um nível distinto de preparo técnico e físico.
Como Sony Alpha Partner, Rennan une domínio técnico de equipamento a uma sensibilidade visual apurada para capturar momentos que definem carreiras e, em alguns casos, história. Já esteve por trás da câmera em ondas que concorreram a recordes mundiais e em premiações reconhecidas internacionalmente como as mais importantes da modalidade, sempre em busca do enquadramento certo no momento certo, muitas vezes em condições de mar em que segundos e centímetros separam o registro perfeito do risco extremo.
Seu trabalho já foi reconhecido com o prêmio Mercedes-Benz, e sua assinatura visual é marcada por um estilo cinematográfico, de alto contraste e profundamente humano. Um dos elementos centrais da sua linguagem visual é a procura do ponto de conexão, aquele instante de pausa em meio à intensidade da água, que revela o lado humano por trás da adrenalina e do risco, todos são iguais e tudo se conecta. É nesse equilíbrio entre a fúria do oceano e a quietude de um detalhe humano que Rennan constrói sua narrativa visual, talvez um reflexo direto de ter aprendido, desde cedo, a enxergar o mar não apenas como cenário, mas como parte da própria história de vida.
Um dos elementos centrais da sua linguagem visual é a procura do ponto de conexão, aquele instante de pausa em meio à intensidade da água, que revela o lado humano por trás da adrenalina e do risco, todos são iguais e tudo se conecta. É nesse equilíbrio entre a fúria do oceano e a quietude de um detalhe humano que Rennan constrói sua narrativa visual, talvez um reflexo direto de ter aprendido, desde cedo, a enxergar o mar não apenas como cenário, mas como parte da própria história de vida.
À frente de sua própria produtora, Rennan trabalha com diferentes surfistas em diferentes países ao redor do mundo, o que exige uma capacidade de adaptação constante. Cada mar tem seu próprio comportamento, cada onda impõe desafios distintos de clima, correnteza e logística, e cada surfista tem seu próprio estilo diante da onda, o que faz com que nenhum projeto se repita.
Essa flexibilidade também passa pelo equipamento: ajustar configurações, lentes e estratégias de captação de acordo com o cenário é parte essencial do processo, permitindo que Rennan transite com naturalidade entre documentários, séries e conteúdo de marca, sempre adaptando sua abordagem ao contexto de cada produção e de cada mar.
Por trás das imagens que chegam à tela, existe uma rotina física intensa. Operar em jet ski, ou nadando por longos períodos em mar aberto, muitas vezes em condições adversas, exige preparo físico específico, resistência, força e controle emocional sob pressão. Rennan mantém uma rotina de treinos praticamente diária, estruturada em torno das demandas reais do trabalho em ambientes extremos, além de manter uma relação próxima com o mar também como surfista.
Ao longo da carreira, assinou documentários e séries voltados ao universo do surf de ondas grandes, consolidando-se como uma referência em produção audiovisual de esportes extremos no Brasil e no cenário internacional. Seu trabalho já circulou por diferentes continentes, sempre com o mesmo compromisso: contar histórias reais, humanas, construídas dentro e ao redor do oceano.
Para Rennan, filmar ondas gigantes vai muito além da técnica ou do equipamento utilizado. É sobre capturar histórias humanas em meio ao caos do oceano, não importa em qual costa do mundo elas aconteçam, nem qual seja o idioma, a cultura ou a geografia ao redor. No fim das contas, é a mesma história que começou décadas atrás, vendo o avô e o pai partirem para o mar: o oceano como parte da família, do trabalho e da própria identidade.